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Escuta terapêutica

Hoje sabemos que os transtornos mentais são os que mais afastam e comprometem a produtividade dos trabalhadores, e que muitas vezes são precedidos por sinais que insistimos em ignorar, mas que se observados a tempo poderiam permitir um acompanhamento precoce, evitando assim maiores comprometimentos.

Um acolhimento obtido por meio de uma escuta qualificada contribui significativamente para uma ampliação na forma de ver e sentir qualquer situação, abrindo à pessoa novas perspectivas de compreensão da própria vida.

Para isso fundamos a Escutatória, iniciativa concebida para ajudar as pessoas a elaborar a sua experiência de vida de hoje e de ontem, e assim ressignificá-la. O que fazemos é oferecer um espaço de escuta qualificada, permitindo à pessoa buscar recursos (que ela já tem disponíveis e não sabe) para esse enfrentamento, clareando a escuridão encoberta pela angústia. Assim, abre-se a possibilidades de um novo posicionamento diante do sofrimento. O resultado é que o indivíduo emerge do pântano que estava afundado e reconhece os grandes potenciais de que dispõe para se curar.

O acolhimento está relacionado com a noção de um cuidado dirigido de uma pessoa à outra. É uma forma de abrir espaço para o alívio da angústia. Já a escuta é um processo terapêutico, mas há de ser qualificada, atenta, ativa, reflexiva e compreensiva. É através do diálogo com um profissional e também de escutar a si mesmo nesse processo que o indivíduo terá a oportunidade de autorrefletir, bem como se responsabilizar no processo de resolução de suas questões.

(Lilian Tavares - Psicóloga)